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Vacinação em dia é principal proteção contra riscos à saúde no Carnaval

access_time09/02/2026

Vacinação em dia é principal proteção contra riscos à saúde no Carnaval

Especialista alerta para aumento da exposição a infecções durante viagens e festas e reforça cuidados com alimentação, bebidas e prevenção de ISTs

Silvia Nunes Szente Fonseca, médica pediatra e infectologista, docente do IDOMED

O Carnaval amplia a circulação de pessoas, as viagens e a permanência em ambientes com grande aglomeração, o que eleva a exposição a diferentes riscos à saúde. Entre eles, estão as infecções transmitidas por água e alimentos contaminados e as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), cenário que torna ainda mais importante manter a vacinação em dia antes de cair na folia. O alerta é da Dra. Silvia Nunes Szente Fonseca, médica pediatra e infectologista, docente do IDOMED (Instituto de Educação Médica).

Segundo a especialista, durante o Carnaval há um risco real de exposição a ISTs, e algumas delas podem ser prevenidas por meio da vacinação. As vacinas contra hepatite A e hepatite B, disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são ferramentas fundamentais de proteção, especialmente para quem pretende viajar ou participar de festas com grande concentração de pessoas.

A hepatite A, tradicionalmente associada ao consumo de água e alimentos contaminados, também pode ser transmitida sexualmente em práticas que envolvem contato oral-anal. “Embora nem sempre seja classificada como uma infecção sexualmente transmissível, existe risco dependendo da prática adotada”, explica a médica.

Nesse contexto, a especialista reforça a importância de práticas sexuais seguras, como o uso de preservativos em todas as relações sexuais, do início ao fim. “O preservativo só é eficaz quando é utilizado corretamente e durante toda a relação, não apenas em parte dela”, destaca Dra Silvia.

Além da prevenção sexual, a atenção à procedência do que se consome é outro ponto central. Alimentos preparados sem controle sanitário e bebidas com gelo produzido a partir de água de origem desconhecida representam risco significativo de infecções gastrointestinais, parasitoses e outras doenças, especialmente em viagens e em áreas com estrutura sanitária limitada, como ruas de desfile e blocos ao ar livre.

O contato com latas sem higienização adequada, superfícies sujas e caixas de isopor reutilizadas também pode aumentar a exposição a microrganismos, sobretudo quando associado a calor intenso e higiene precária.

“Viajar no Carnaval exige planejamento que vai além do roteiro. Estar com as vacinas em dia, adotar práticas sexuais seguras e ter cuidado com o que se come e se bebe são medidas essenciais para reduzir riscos e aproveitar a festa com mais tranquilidade”, conclui.

 

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